PRÁTICAS DE PERCUSSÃO INCLUSIVAS SOB A ÓTICA DO DUA E DA LINGUAGEM SIMPLES
Palavras-chave:
Educação Musical Inclusiva, Desenho Universal para Aprendizagem, Anticapacitismo.Resumo
Este relato de experiência analisa a estruturação e a aplicação de uma prática pedagógico-musical inclusiva fundamentada nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e da Linguagem Simples, tendo como eixo prático oficinas de percussão coletiva vinculadas ao Projeto Corais nas Escolas, do Programa Música na Rede, no Espírito Santo. O objetivo central é analisar as estratégias de mediação pedagógica e imersão multissensorial desenvolvidas para democratizar o fazer musical e desarticular barreiras capacitistas que incidem sobre estudantes com deficiência e neurodivergências. Ancorada na Teoria Histórico-Cultural de Lev Vygotsky e nas reflexões sobre tempo e experiência de Walter Kohan, a intervenção contemplou o desenvolvimento de partituras táteis-visuais e a exploração tátil-vibrátil do instrumental percussivo. A uniformização dos canais de representação e a objetividade instrucional reduziram tempos de latência e potencializaram o engajamento coletivo, confirmando o DUA e a Linguagem Simples como dispositivos metodológicos anticapacitistas na educação musical especial escolar