Jongo e tambores na escola
por uma outra vivência curricular possível
Palavras-chave:
Educação musical, decolonial, antirracismoResumo
O trabalho trata-se de um relato de experiência pedagógico-musical de dois professores de música – um da rede municipal e outro da rede federal – que mediaram práticas sonoras de jongo entre seus estudantes, dos anos finais de ensino fundamental e ensino médio, ocorrido no segundo semestre de 2023, no Colégio Pedro II/Realengo. A ideia desse intercâmbio de saberes veio pelas constantes trocas teóricas e pedagógicas entre os educadores sobre práticas musicais antirracistas no ensino regular. Consubstanciando esse relato, dialogamos com intelectuais das
epistemes negras como Gomes (2005); Silva (2007); Petit (2015); Nascimento (2016); hooks
(2017). A confluência (Santos, 2023) gerada pela ação serviu para alimentar nossa práxis decolonial antirracista, tanto no campo da metodologia da musicalização, quanto ampliação de referências teóricas afrorreferenciadas e democráticas, contribuindo para o aprimoramento acadêmico e artístico de ambos professores.