Um Práticas musicais de pedagogas na EI
das tentativas ao silêncio
Palavras-chave:
práticas musicais, pedagogas, habitusResumo
Este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de doutorado que investigou as práticas musicais realizadas por professoras pedagogas não especialistas em música na etapa da Educação Infantil. O estudo partiu da constatação da permanência de práticas homólogas que restringem a música ao papel de recurso pedagógico auxiliar, mesmo após os avanços curriculares e legislativos. Ancorada na teoria praxiológica de Pierre Bourdieu (2007), especialmente nos conceitos de habitus, capital e campo, e articulada à dimensão da Autonomia da Teoria dos Códigos de Legitimação - LCT de Maton (2018), a pesquisa foi desenvolvida por meio de um estudo de caso instrumental em uma escola pública do Distrito Federal. A coleta de dados envolveu observações não participantes e entrevistas em grupo focal com docentes, equipe escolar e responsáveis. As análises revelaram três categorias de disposições que estruturam as práticas musicais docentes: Conatus, Commune e Silentium, relacionadas a diferentes volumes de capital musical e estruturas de habitus. Os resultados apontam que, embora as professoras compartilhem documentos curriculares e um mesmo espaço institucional, suas práticas são profundamente influenciadas por trajetórias formativas e sociais desiguais. A pesquisa conclui que a valorização da música como conhecimento na Educação Infantil requer o reconhecimento das disposições estruturais que organizam as ações docentes e a reconfiguração da formação inicial e continuada de pedagogos, promovendo a música como linguagem e direito da criança.
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Referências
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