Adaptação, Adequação e Flexibilização de Arranjos para Pessoas com TEA no Grupo Musical Orquestra de Violoncelistas da Amazônia - Inclusiva
Palavras-chave:
Orquestra, Autismo, InclusãoResumo
O presente estudo investigou a importância das adaptações, flexibilizações e adequações de arranjos para pessoas com TEA no contexto do Grupo Musical Orquestra de Violoncelistas da Amazônia - Inclusiva. Com base nessas premissas, o presente artigo aborda os seguintes tópicos: uma breve definição e conceituação do Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como a inclusão de estudantes autistas no contexto de um grupo musical atuante em uma instituição pública de ensino musical. O objetivo deste estudo é apresentar as adaptações, adequações e flexibilizações de partituras musicais enquanto práticas psicopedagógicas aplicadas aos arranjos desenvolvidos por um grupo musical, tendo em vista que tais práticas visam contribuir para a inclusão dos estudantes no contexto artístico e educacional em que estão inseridos. Como subsídios teóricos, no que se refere a inclusão, buscou-se a Lei nº 12.764/12, e autores como Louro (2021,) que trata sobre autismo e educação musical e Capelinni (2018), que trata sobre adaptações no contexto escolar. Neste estudo transpõem-se a necessidade desta prática inclusiva no âmbito de uma instituição musical pública e mais precisamente da prática de orquestra, tão necessária para o futuro instrumentista. Como reflexão final, destaca-se a importância da adaptação, flexibilização e adequação nas práticas musicais e como se constituem em possibilidades educacionais de atuação frente às especificidades dos alunos autistas.
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Referências
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