Estágio em educação musical para mulheres
reflexões sobre democracia e inclusão
Palavras-chave:
Educação musical, Feminismo matricêntrico, Estágio curricular supervisionadoResumo
Este texto é um relato de experiência e análise desdobrados da disciplina “Estágio Supervisionado III”, do curso de Licenciatura Plena em Educação Musical da Universidade Estadual de Maringá. O projeto consistiu na oferta de aulas coletivas de violão para funcionárias de uma escola municipal, e contou com professoras, equipe pedagógica e operacional. Esta reflexão explicita o interesse das participantes e as limitações enfrentadas por elas para aprender um instrumento musical, considerando as múltiplas jornadas, responsabilidades familiares, ausência de tempo e a sobrecarga cotidiana. O projeto foi orientado por pressupostos do feminismo, especialmente o feminismo matricêntrico, com base em autoras como Joyce Magalhães e Andrea O’Reilly. O diálogo com as participantes permitiu a criação de estratégias pedagógicas mais inclusivas, como a elaboração de um espaço kids. Os resultados revelaram o impacto positivo do aprendizado da música na autoestima, bem-estar, autonomia e fortalecimento de vínculos entre as mulheres, e possibilita explicitar as barreiras sociais e culturais que dificultam o acesso à formação artística por parte de mães. Episódios vivenciados durante o estágio suscitaram reflexões sobre gênero, maternidade, trabalho e educação, e reforçaram a importância de práticas educativas acolhedoras, humanizadas e sensíveis às especificidades das alunas. Conclui-se que o estágio pôde ser compreendido enquanto um espaço de transformação pessoal e conscientização social, evidenciando o papel fundamental do educador musical na construção de ambientes mais democráticos, afetivos e inclusivos.
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Referências
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