Um musicar da rua na universidade:

"MC que é MC tá na Batalha da Escada" (BdE)

Autores

  • Uliana Ferlim UnB
  • Arícia Rocha
  • Athos Freitas
  • Iara Miranda
  • Júlia Rodrigues Passos
  • Júlia Mello
  • Pedro Reis

Palavras-chave:

batalha de rimas, DF, musicar, etnografia coletiva

Resumo

Este trabalho descreve um exercício etnográfico coletivo realizado entre estudantes de uma disciplina de graduação do curso de licenciatura, que buscou descrever uma batalha de rimas de considerável visibilidade na universidade. Buscamos compreender as dinâmicas sociais e os modos pelos quais os sujeitos envolvidos constroem sentidos com as suas práticas musicais. Com as perspectivas de aprender a etnografar (Peirano, 1995), e informados pelo conceito de musicar (Small, 1998), escolhemos o exercício coletivo em campo e análise (Fiori, 2024) visando a aproximar nosso olhar para a diversidade de formas de aprender, conhecer a abordagem etnográfica, e lançar ideias e questionamentos sobre nosso lugar de educadores musicais. O entendimento da música como um evento sônico-social, a interação com o ambiente universitário e a organização com o protagonismo dos participantes são aspectos que percorrem este exercício etnográfico e que podem dialogar com nossas práticas educativas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARROYO, Margarete. Um olhar antropológico sobre práticas de ensino e aprendizagem musical. Revista da ABEM, v. 8, n. 5, set. 2000, pp 13-20.

BOTELHO, Raphael Steigleder. UnB. 18h. Quarta-feira. 1000o: A Batalha da Escada como espaço de esperança na autonomia do direito à cidade. 2018. 101 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Geografia), UnB, Brasília, 2018.

FERLIM, Uliana D. C. Uma etnografia da Música do Círculo: um musicar e suas implicações para a educação musical. ABEM, Anais... Congresso Nacional XXVI, Ouro Preto/MG. Online. 2023.

FIORI, Ana Letícia de. Quando o campo é coletivo: a frota fractal do NAU e suas práticas de etnografia coletiva. Ponto Urbe [Online], 32, 2024. Disponível em: < https://revistas.usp.br/pontourbe/article/view/230672/209131>. Acesso em: 12 jul. 2025.

hooks, bell. Teoria feminista: da margem ao centro. São Paulo: Perspectiva, 2019.

PEIRANO, Mariza. Etnografia, ou a teoria vivida, Ponto Urbe [Online], 2, 2008. Disponível em: <http://journals.openedition.org/pontourbe/1890>. Acesso em: 12 jul. 2025.

SANTOS JÚNIOR, Joaquim Barbosa dos. Os direitos autorais entre os impérios da comunicação: sociedade em rede, propriedade intelectual e hip hop. 2017. 54 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito), UnB, Brasília, 2017.

SILVA, Raphael Montenegro. [RAP]portagem BdE: um documentário sobre a Batalha da Escada. 2017. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social), UnB, Brasília, 2017.

SMALL, Christopher. Musicking: The Meanings of Performing and Listening. Middletown, Connecticut: Wesleyan University Press, 1998.

Downloads

Publicado

2025-11-29

Como Citar

Ferlim, U., Rocha, A., Freitas, A., Miranda, I., Rodrigues Passos, J., Mello, J., & Reis, P. (2025). Um musicar da rua na universidade:: "MC que é MC tá na Batalha da Escada" (BdE). XXVII CONGRESSO NACIONAL DA ABEM, 1. Recuperado de https://eventos.abem.mus.br/eventos/article/view/184

Edição

Grupos Temáticos Especiais

GTE 01 - Abordagens etnográficas de modos de aprendizagem musical

Formatos