[Simpósio] Educação Musical e Negritudes
Perspectivas críticas e antirracismos
Palavras-chave:
Negritudes em Educação Musical, Racismo em Educação Musical, Antirracismos, Pedagogias musicais afrodiaspóricasResumo
Este simpósio explora a relação entre educação musical e negritude no Brasil, sob lentes críticas e antirracistas. O primeiro texto questiona a pedagogização da música percussiva negra, defendendo seu caráter político e existencial e propondo seu papel dissonante na escola. O segundo aborda o afrofuturismo na educação musical, visando preencher lacunas curriculares sobre o futuro negro com práticas que unam ancestralidade e tecnologia. O terceiro analisa as "Leis anti-Oruam" como manifestações racistas que instrumentalizam pânicos morais para silenciar expressões culturais afro-diaspóricas, impactando negativamente currículos antirracistas. Finalmente, o quarto texto examina a Pedagogia Hip Hop, ressaltando seu caráter educador no empoderamento de jovens periféricos e na valorização de saberes negros, desafiando currículos hegemônicos. Juntos, os artigos sublinham a complexidade racial na educação musical e a potência da cultura negra como forma de resistência e aprendizado.
Downloads
Referências
ACUFF, Joni Boyd. Afrofuturism: Reimagining Art Curricula for Black Existence. Art Education, Londres, v. 73, p.13-21, 2020. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/00043125.2020.1717910. Acesso em 15 de
abril de 2024.
AFROKUT. Rede Social da AfroHumanitude. Disponível em: https://afrokut.com.br/. Acesso em: 20/03/2024.
ASSIS, Kleyson Rosário; SOUZA, Esdras Oliveira de. O Afrofuturismo como dispositivo na construção de uma proposta educativa antirracista. Entheoria: Cadernos de Letras e Humanas, Serra Talhada, 6: 64-74, Jan./Dez. 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica [...]. Diretrizes curriculares nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2004. Disponível em: https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf. Acesso em: 18 dez. 2023.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.
DAVID, Marlo. Afrofuturism and post-soul possibility in Black popular music. African American Review, Baltimore, 41(4), 695–707, 2007.
DERY, Mark. Black to the future: interviews with Samuel R. Delany, Greg Tate and Tricia Rose. Flame Wars: the discourse of cyberculture. Durham: Duke University Press, 1994.
DOS SANTOS CORADINI, Fábio; OLIVEIRA DOS SANTOS, Edméa. Afrofuturismo na educação: um Estado da Arte. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 25, n. 78, p. 124–146, 2024. DOI: 10.12957/teias.2024.84408. Disponível em: https://www.epublicacoes.uerj.br/revistateias/article/view/84408. Acesso em: 16 jul. 2025.
ESHUN, Kodwo. Further considerations on Afrofuturism. The New Centennial Review, v. 3, n. 2, 2003.
FREITAS, K.; MESSIAS, J.. O Futuro Será Negro ou Não Será: Afrofuturismo versus Afropessimismo - as distopias do presente. Revista de la Asociación Argentina de Estudios de Cine y Audiovisual, n. 17, p. 402-424, 2018.
JONES, Leroy. Blues People: Música negra en la América Latina. Disponiível em: https://revista.latorredelvirrey.es/LTV/article/view/1332. acesso em: 12/09/2023.
KABRAL, Fábio. [Afrofuturismo] O futuro é negro o passado e o presente também. Portal Geledés. São Paulo, 29/03/2016. Disponível em: https://www.geledes.org.br/afrofuturismoo-futuro-e-negro-o-passado-e-o-presente-tambem/. Acesso em: 12 dez. 2023.
LIMA, H. P.; MELO, W. Ferreira de; VASCONCELOS, Á. M. Araújo de. O fio d'água do quilombo: uma narrativa do Zambeze no Amazonas? São Paulo: Prumo, 2012.
MOSLEY, Walter. Culture zone; black to the future. New York Times Magazine, 1 de novembro de 1998.
MOUTINHO, Renan Ribeiro. Montagens de funk carioca: processos afrodiaspóricos com o ciclo rítmico do congo, a capoeira e o maculelê. Opus, v. 28, p. 1-40, 2022.
OLIVEIRA, Acauam. De qual afrofuturismo precisamos? Revista Bravo! Aug 27, 2020. Disponível em: https://medium.com/revista-bravo/de-qual-afrofuturismo-precisamosed9bce0796e7. Acesso em: 10 mar. 2024.
OYËÙMI, Oyèrónké. A invenção da mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Tradução: Wanderson Flor do Nascimento. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo; 2021
PINHO, Osmundo. Cativeiro: antinegritude e ancestralidade. Salvador: Editora Segundo Selo, 2021.
RA, Sun. Space is the place. John Coney. Youtube: 1974. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=owCPrIEliZc&t=2s. Acesso em: 10 dez. 2023.
ROCHA, P. G. M.. O som afrofuturista: elaboração da ficção sônica Impactitos por Disco Duro. 2021. Dissertação (Mestrado em Música) – Programa de Pós-Graduação em Música, Centro de Letras e Artes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
SANTANA, Tiganá. Traduções, interações e cosmologias africanas. Florianópolis: Cadernos de Tradução, 2019.
SODRÉ, Muniz. Samba: O dono do corpo. 3. ed. Rio de Janeiro: Mauad, 2007. SCHÉRER, René. Infantis: Charles Fourier e a infância para além das crianças. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
WOMACK, Y. Afrofuturism: The world of black sci-fi and fantasy culture. Chicago: Lawrence Hill Books, 2013.
YASZEK, Lisa. Race in Science Fiction: The Case of Afrofuturism and New Hollywood. A Virtual Introduction to Science Fiction. Ed. Lars Schmeink. Web, 2013.